Como antecipou na terça-feira, 17, o Broadcast Político (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado), a bancada do PSB na Câmara divulgou nesta quarta-feira, 18, nota apoiando “integralmente” o parecer preliminar do deputado Fausto Pinato (PRB-SP), pela admissibilidade do processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética. A nota deverá ser lida em plenário pelo líder da bancada, deputado Fernando Bezerra Filho (PE), durante a sessão da Câmara desta quarta.

“Superada a análise preliminar por parte do relator no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, manifestando-se o mesmo pela admissibilidade da denúncia e prosseguimento do processo, a bancada do PSB informa que apoia integralmente a posição do relato”, afirma a bancada a nota, assinada por Fernando Bezerra. No documento, o líder avalia que o parecer preliminar de Fausto Pinato é uma “etapa processual importante” para apuração dos fatos contra o peemedebista.

A decisão de lançar a nota foi tomada pela bancada do PSB durante reunião na tarde de terça-feira. Segundo Bezerra, havia uma “pressão grande” para o endurecimento do posicionamento em relação à Cunha.

Até então, apesar de ter assinado nota conjunta lançada por partidos da oposição em 10 de outubro, pedindo o afastamento do peemedebista, os discursos mais duros do PSB ficavam restritos ao deputado Júlio Delgado (MG), que concorreu contra Cunha na última eleição para a Presidência da Câmara.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que a decisão da bancada está alinhada com a direção nacional. “A permanência de Eduardo Cunha na presidência da Câmara é insustentável, e a bancada acerta em defender uma ampla investigação no Conselho de Ética”, afirma Siqueira. “Estamos em sintonia com essa posição, porque o que está em jogo é o fortalecimento das instituições e da democracia”, emendou.

Estratégia

A nota do PSB faz parte da estratégia articulada com outros partidos da oposição. De acordo com o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), a “tendência” é que a legenda rompa oficialmente com o presidente da Câmara, seguindo o PSDB, que anunciou rompimento em plenário na semana passada, surpreendendo até mesmo opositores.