Com os resultados do segundo turno das eleições, ontem, no Distrito Federal e em oito Estados, PSDB e DEM expandiram seu controle sobre um núcleo de administrações estaduais de oposição ao Palácio do Planalto que, com a eleição de Dilma Rousseff, será comandado por mais quatro anos pelo PT.

Computadas também as vitórias que tiveram no primeiro turno, tucanos e democratas consolidarão, com o comando de dez Estados (oito do PSDB e dois do DEM), a partir de 1.º de janeiro, uma espécie de corredor de governos antipetistas que começa na Região Sul, pega a maior parte do Sudeste, sobe pelo Centro-Oeste e vai acabar no Norte.

Em linhas gerais, e com algumas exceções, os partidos da base governista vão ficar concentrados nas “pontas” do mapa – a maior parte do Nordeste, Espírito Santo e Rio, Rio Grande do Sul e, no outro lado, Mato Grosso, Rondônia, Acre e Amapá.

O “corredor oposicionista” começa em Santa Catarina, sobe pelo Paraná e São Paulo, entra para o interior em Minas Gerais, avança para o oeste em Goiás, sobe para Tocantins, depois Pará e vai acabar em Roraima. Desse grupo de Estados, apenas os catarinenses serão governados pelo DEM – os demais terão governos tucanos.

Somados, seus votos equivalem a 49,14% dos 135.804.433 de eleitores brasileiros. Se forem computados os votos de outros dois governos oposicionistas – Rio Grande do Norte, do DEM, e Alagoas, do PSDB -, serão 71.023.787 de eleitores, mais da metade do total – 52,3%. O cruzamento das votações de presidente e governador, contudo, mostrou diferenças. Em várias unidades da Federação, a votação dos candidatos a presidente não seguiu os votos para governador.

Nos nove pleitos do segundo turno realizados ontem, o PSDB venceu em quatro Estados; o PSB, em outros três; e PT e PMDB conquistaram, cada um, uma administração estadual.

Governistas

A base do governo obteve também algumas vitórias importantes no segundo turno. O PSB, por exemplo, ganhou os governos de Piauí, Amapá e Paraíba, somando-se às vitórias no primeiro turno em Pernambuco (onde reelegeu o governador Eduardo Campos), no Ceará (onde também reelegeu Cid Gomes) e no Espírito Santo (onde chegou à vitória com Renato Casagrande).