O Partido Social Liberal (PSL) decidiu hoje, em convenção realizada no Restaurante Madalosso, em Curitiba, não realizar nenhuma coligação formal nacionalmente permitindo que os diretórios regionais possam apoiar quem quiserem nos Estados. A proposta foi aprovada por aclamação. Segundo o presidente nacional do partido, deputado federal Luciano Caldas Bivar (PE), essa decisão foi tomada em razão da verticalização determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). ?Isso não é bom, não é saudável?, reconheceu Bivar ao defender a identidade programática e ideológica dos partidos. ?No entanto, no atual processo eleitoral, em que a distribuição de tempo é injusta, não tem como participar de outra forma.?

Diante da decisão, Bivar disse estar analisando quais candidatos defendem uma plena reforma política e um possível imposto único, duas das bandeiras de luta colocadas pelo PSL, para receber seu apoio. Ele afirmou ter conversado até agora apenas com o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva.

No Paraná, os convencionais delegaram poderes para a executiva negociar uma possível coligação até o dia 30. O candidato do PSDB ao governo do Estado, Beto Richa, chegou à convenção quando vários integrantes do PSL já tinham almoçado e ido embora. Ele discursou como se o partido já fizesse parte da aliança que uniu até agora os tucanos ao PFL. Os três deputados estaduais da legenda são da base de sustentação do governo e defendem o apoio a Richa.

O candidato a deputado federal pelo PSL de São Paulo, ex-prefeito Celso Pitta, disse que pessoalmente tem ?simpatia? pela candidatura de Anthony Garotinho (PSB) à Presidência da República. Com relação ao governo do Estado, ele afirmou que, ?por razões de ordem pessoal?, excluiu apenas o candidato do PPB, Paulo Maluf. O PSL realiza convenção sábado em São Paulo, quando definirá seu apoio.