O Diretório Nacional do PT deverá recomendar nesta sexta-feira (30) à seção municipal do partido em Belo Horizonte que retire o PSDB da aliança para a eleição municipal na capital mineira, mas permitirá a coligação informal. O acordo começou a ser costurado ontem em reunião do antigo Campo Majoritário, corrente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e a tendência é que receba sinal verde das outras alas do PT.

A saída para o impasse é uma proibição que não pode soar como veto à parceria com o governador de Minas, Aécio Neves. Se tudo correr como o script combinado, a cúpula do PT passará a borracha nos verbos ?proibir? e ?vetar?, que serão substituídos pela recomendação. A proposta feita sob medida para encerrar a crise prevê que o Diretório Municipal petista acate a ?orientação? e faça a dobradinha com o PSDB de maneira informal, sem casar de papel passado com os tucanos.

Formalmente, a aliança será com o PSB e, portanto, a coligação não terá direito ao dote de quatro minutos diários, no horário eleitoral gratuito de TV, destinado ao PSDB. O candidato à Prefeitura de Belo Horizonte é Márcio Lacerda (PSB), ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Aécio, e o vice, o deputado estadual Roberto Carvalho (PT).

O jogo de palavras para amenizar a dureza do veto em Belo Horizonte foi a fórmula encontrada, na opinião de dirigentes do PT para que não haja vencidos nem vencedores no episódio. A solução começou a ser articulada na terça-feira, depois que Lula entrou em campo para reverter a decisão da Executiva Nacional de proibir a aliança.