O diretório estadual do PT aprovou formalmente a participação do partido no governo Roberto Requião (PMDB) e deixou a cargo do governador eleito a escolha dos nomes e cargos que o partido poderá ocupar.

A decisão – tomada na reunião do diretório, sábado, em Curitiba – derrotou a posição de uma ala que defendia a participação no futuro governo, mas com a ressalva de que o partido teria a prerrogativa de apontar os nomes dos seus representantes no governo.

A posição do diretório reforçou o grupo do deputado federal e ex-candidato ao governo Padre Roque, que enfrentava resistências das outras correntes à sua indicação pessoal para compor a equipe de Requião. Roque está na relação dos prováveis petistas a serem chamados pelo governador eleito, contrariando alguns grupos internos que preferiam ver o partido representado por outros nomes.

Mesa

O diretório do PT também definiu uma posição sobre a eleição da Mesa Executiva da Assembléia Legislativa. A bancada estadual, conforme decisão do diretório, está liberada para compor com o PMDB, como já vem sendo negociado, ou lançar uma candidatura própria do partido à presidência caso haja algum desconforto em participar do acordo entre os pe-emedebistas e o atual presidente da Casa, deputado Hermas Brandão (PSDB). O diretório também declarou como prioritária a indicação de um nome do PT para disputar a 1.ª secretaria.

Hoje, o bloco de apoio a Requião, do qual o PT faz parte, vai se reunir com Brandão para saber sua posição sobre a participação do atual 1.º secretário, Valdir Rossoni (PTB), na sua chapa. O PMDB e aliados vetam a candidatura de Rossoni à reeleição e pretendem indicar todos os demais cargos da Mesa Executiva em troca do apoio à reeleição do tucano.