O governador reeleito André Puccinelli (PMDB) afirmou que vai ficar esperando a “fada madrinha jogar um pouco de pó de pirlimpimpim” em Mato Grosso do Sul, referindo-se a uma possível vitória da candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, no Estado. Pela manhã, ele reuniu toda a cúpula do PMDB estadual para fechar acordo em prol da campanha do ex-governador José Serra (PSDB).

Apenas quatro peemedebistas aceitaram apoiar Dilma, enquanto 35 escolheram trabalhar na campanha do presidenciável tucano. Ficaram fora do acordo o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, o vice-prefeito Edi Albuquerque, o deputado federal Geraldo Resende e o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Paulo Siufi.

Durante a reunião, Puccinelli explicou que poderia estar dando apoio à base federal. “O nosso partido estava alinhado, mas fomos rejeitados. Acharam que a gente não era bom de voto”, afirmou. Ele lamentou a falta de resposta de Dilma Rousseff sobre os problemas apresentados durante um almoço que teve com a candidata petista, no ano passado.

Disse que a conversa girou em torno da recomposição do valor do gás natural da Bolívia, as transferências voluntárias insuficientes e a demarcação de terras indígenas no Estado.

“Estou esperando até hoje. Falam aí que eles estão mandando muito dinheiro pra cá, mas não tinham nem o dinheiro da contrapartida para mandarem de Brasília, na complementação de uma rodovia federal. Nosso secretário de Obras, competente, é que foi buscar dinheiro para a rodovia BR-359”, afirmou Puccinelli.