O vice-presidente do PV de Guarapuava (região central do Estado), Celso Góes, é o primeiro infiel punido neste processo eleitoral. Ex-candidato a deputado federal pelo partido, Goés desistiu da candidatura após registrá-la, para apoiar César Silvestri (PPS) outro candidato da região. O ato de infidelidade rendeu ao ex-candidato a suspensão de sua filiação partidária. Ele tem, agora, 30 dias para apresentar sua defesa à executiva estadual do partido, que votará sua expulsão da legenda.

Em carta enviada ao partido para explicar sua desistência, Góes justificou que a conjuntura política de Guarapuava, que, segundo ele, com cinco postulantes à Câmara dos Deputados, corria o risco de, com a divisão dos votos, não eleger nenhum representante. “Entendo que a maior contribuição que posso oferecer a Guarapuava neste momento é unir as minhas forças, a minha militância e o meu entusiasmo à candidatura para a reeleição do deputado federal Cezar Silvestri, para a consolidação do projeto que motivou até aqui a minha candidatura: a implantação e ampliação da Universidade Tecnológica em Guarapuava”, escreveu.

A justificativa não convenceu o presidente municipal da legenda, Professor José Ronaldo, que pediu a punição de Góes à direção estadual. “Eu estava cotado para ser o candidato a federal, abri mão por ele e vou disputar para estadual. Agora ele desiste e vai apoiar o César Silvestri, cujo filho também é candidato a estadual. Foi uma facada no fígado, me causou uma indignação profunda”, disse. Na carta, Góes promete fidelidade às candidaturas de Marina Silva (PV) à presidência e Paulo Salamuni (PV) ao governo, mas não fala quem apoiará para deputado estadual. “Para bom entendedor, pingo é letra”, disse Ronaldo. Silvestri, do PPS, está na coligação que apoia Beto Richa (PSDB) ao governo e José Serra (PSDB) à presidência.

O PV emitiu nota informando da suspensão de Góes e alertando que “candidatos que não cumprirem o que diz a legislação correm o risco de sofrerem punição, entre elas a suspensão da filiação e em último caso a expulsão do partido”. Além do PV, o PPS já alertou seus filiados que os casos de infidelidade poderão ser punidos com expulsão e pedido de cassação dos mandatos.