Para os juízes da Justiça Federal do Paraná, a reforma do Judiciário não vai resolver os problemas que já acontecem com os processos e toda a burocracia que os envolve. Esse foi um dos principais pontos enfocados pelos juízes durante uma entrevista coletiva realizada na tarde de ontem, no prédio da Justiça Federal, em Curitiba.

Os juízes convocaram a imprensa para dar declarações sobre a relação do Judiciário com a população e sobre a estrutura da Justiça no Paraná, atendendo um chamamento do ministro Maurício Corrêa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro aproveitou a data comemorativa do Dia da Justiça, na próxima segunda-feira (dia 8), para convocar todos os juízes a falar sobre o Poder Judiciário Brasileiro.

“Atualmente, o principal problema no judiciário é a demora para a finalização dos processos. A situação melhorou com a criação dos Juizados Especiais, principalmente aqui no Paraná, que trabalham com mais rapidez, e atendem uma grande parte dos processos. Mas, mesmo assim, a burocracia impede que os trabalhos corram mais normalmente e tenham uma resposta rápida. E, na reforma do Judiciário, não há nenhum ítem que fale sobre uma proposta para resolver o problema da burocracia. A maioria das propostas trata dos conselhos de controle das ações do poder. Já existe uma fiscalização no Judiciário, e nós somos muito cobrados”, explica o diretor do Foro e juiz federal Nicolau Konkel Júnior.

Uma das alternativas destacada pelos juízes, para desafogar o excesso de processos na Justiça Federal, foi a criação dos Juizados Especiais, que tem atendido e resolvido grande parte das ações.