Mesmo estando no Paraná, onde participou, ontem, da inauguração de um novo sistema do frigorífico do deputado Luiz Carlos Setim (DEM) o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes (PMDB) não deverá participar da convenção municipal do PMDB de Curitiba, hoje, às 11h, no diretório estadual da legenda.

Stephanes disse que sequer sabia da convenção e que não foi convidado por ninguém do partido, apesar de o presidente municipal da legenda, Doático Santos, ter anunciado, até, que o nome de Stephanes constaria na chapa para o diretório, ao contrário de seu filho, o deputado Stephanes Júnior, único parlamentar com base em Curitiba que não foi convidado para formar a chapa.

“Eu nem sabia que existia partido em Curitiba”, ironizou o ministro quando questionado sobre sua participação na convenção. Em seguida, ele mostrou-se magoado com a cúpula municipal do partido. “Não vou participar porque não fui convidado. Podem alegar que sou membro automático, membro nato, mas eu nem sabia, não fui convocado e, pela minha posição de ser a pessoa mais graduada do partido, eles deveriam ao menos ter ligado para mim”, disse. Sobre a afirmação de Doático de que o ministro até faria parte da chapa, Stephanes disse que “para mim, ele não falou”.

O ministro também comentou o acordo nacional entre PT e PMDB, que praticamente garantiu a seu partido a indicação do candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela ministra Dilma Rousseff (PT) na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Se nos estamos no governo, participamos do governo, é natural que haja aliança, afinal somos também responsáveis pelos acertos e erros do governo, temos sete ministros. Já era hora de sinalizar, pelo menos. E foi o que ocorreu, apenas uma sinalização”, disse o ministro, que não quis opinar sobre a CPI do MST.

Convenções hoje

O PMDB realiza, hoje, convenções municipais nos principais municípios do Estado. Em Curitiba, o apelo é a presença do governador Roberto Requião e do vice Orlando Pessuti e toda a discussão será em torno da viabilização das candidaturas de Pessuti e Requião, respectivamente, ao governo do Estado e ao Senado.

“A candidatura de Orlando Pessuti em 2010 não é só uma necessidade. É um imperativo absoluto para dar continuidade ao governo que está no caminho certo. Que as forças políticas progressistas do Brasil decidam o que querem fazer no país porque no Paraná, o PMDB já marcou o seu caminho”, diz texto do governador Requião convocando a militância para a convenção.

Pessuti classificou as convenções municipais como momento fundamental para a consolidação de sua candidatura e deixou clara sua posição sobre a política de alianças.

“Estamos participando já de sete eleições no Paraná e vencemos cinco com chapa-puro-sangue peemedebista”, disse. A chapa para comandar o partido em Curitiba terá Doático Santos, a ser reconduzido à presidência, com o chefe de gabinete de Requião, Carlos Moreira, como vice-presidente.