O relator da CPI da Petrobras, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), indicou, na manhã desta terça-feira, 10, os deputados Júlio Delgado (PSB-MG) e Valmir Prascidelli (PT-SP) como sub-relatores da comissão. Os titulares de duas outras sub-relatorias serão definidos depois. Ao todo, serão oito sub-relatorias.

Na semana passada, foram criadas quatro: uma para investigar superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias no Brasil, que ficará sob responsabilidade do deputado Altineu Côrtes (PR-RJ); outra para apurar a constituição de empresas subsidiárias e sociedades com o fim de praticar atos ilícitos, sob comando de Bruno Covas (PSDB-SP); uma terceira para focar o superfaturamento e gestão temerária na construção e afretamento de navios de transporte, navios-plataforma e navios-sonda, sob responsabilidade de Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP); e uma quarta para apurar irregularidades na operação da companhia Sete Brasil e na venda de ativos da Petrobras na África, que será comandada por André Moura (PSC-SE).

Durante a sessão, alguns parlamentares se manifestaram a favor de que os citados na lista dos envolvidos na Operação Lava Jato não façam parte da CPI. O deputado Lázaro Botelho (PP-TO) é membro da comissão. “É não só uma questão de bom senso, como do ponto de vista jurídico”, defendeu o líder do DEM, Mendonça Filho (PE). “Espero que os partidos e os investigados revejam sua participação nesta CPI. Isso fere a credibilidade da CPI por razões óbvias”, completou o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ).

O relator Luiz Sérgio sinalizou concordância com a tese, mas lembrou que não tem poder de substituir membros da CPI, que essa é uma tarefa das lideranças partidárias. “A cobrança tem que ser feita aos que têm poder de substituir os deputados indicados”, declarou. O presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), disse que não cabe a ele opinar sobre a substituição de deputados na comissão.