O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou que tenha influenciado a presidente Dilma Rousseff a escolher o nome do desembargador Marcelo Navarro para ocupar o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em nota, o peemedebista afirmou que “compete privativamente ao presidente da República a indicação de autoridades para compor os Tribunais Superiores” e que cabe ao Senado apenas sabatinar e aprovar ou não as autoridades indicadas pelo Executivo.

Segundo Renan, ele não interfere em indicações desta natureza para que o Senado possa manter a sua “autonomia” em relação ao Palácio do Planalto. “Desta forma, sendo independente e não interferindo em indicações desta natureza, o Senado Federal mantém sua autonomia para criticar, melhorar, rejeitar e propor caminhos para a Nação sem nenhuma relação de subordinação com o Executivo”, disse.

Ele também voltou a dizer que “modelo político baseado em nomeações está exaurido” e que deve ser substituído por “discussões programáticas”, como a Agenda Brasil que apresentou na semana passada. A indicação de Navarro acontece no mesmo momento em que Renan começa a se reaproximar do governo, depois de meses de rompimento. Segundo fontes que acompanharam o processo, o desembargador, que não foi o mais votado da lista tríplice do tribunal, contou com o apoio, nos bastidores, de Renan e do presidente do STJ, Francisco Falcão.