Em reunião com toda a diretoria da Sanepar e vários secretários de Estado, o governador Roberto Requião (PMDB) pediu que os contratos de consultoria do Paranasan, em especial os que englobam as atividades de fiscalização de obras, sejam revisados. Esses contratos, assinados no governo anterior, despenderam cerca de 40 milhões de reais contemplando dois consórcios formados por empresas brasileiras, americanas e japonesas lideradas pelas consultoras Engevix e Concremat.

Para Requião, “estes contratos não deveriam ter sido, jamais, celebrados dessa maneira”. O governador lembrou que, durante anos, a empresa foi a consultora do Banco Mundial para saneamento na América Latina e explicou que a Sanepar tem condições plenas de assumir parte deste trabalho, com preços mais adequados, aproveitando as pequenas e médias empresas locais.

O presidente da Sanepar, Caio Brandão, também concorda com o governador que o Paranasan deve passar por reexame. Caio afirmou que o cancelamento desses contratos traria mais prejuízo do que benefício.

O presidente do Conselho de Administração, Pedro Henrique Xavier, disse que, em breve, o governo vai assinar um termo aditivo ao contrato que envolve o Paranasan. Estão previstas no acordo novas cláusulas, que, no momento, estão sendo estudadas pela equipe técnica do governo do Estado.