O pré-candidato do PMDB ao governo do Estado voltou a defender um acordo com o PT para a disputa das eleições em outubro. Para o senador Roberto Requião, a aliança de centro-esquerda poderia significar a governabilidade para o próximo presidente da República. “Seria muito bom para o País”, observou. A proposta foi apresentada no fim de semana, em Ponta Grossa, onde aconteceu uma reunião com peemedebistas de cerca de vinte municípios da região dos Campos Gerais.

Na semana passada, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) não se considerou em condições de ser o possível candidato a vice na chapa de Lula (PT), mas sugeriu que o melhor nome para o cargo na disputa pela Presidência da República seria o do senador paranaense. “Não estou preocupado se o vice do Lula vou ser eu ou outra pessoa. O importante é viabilizar um acordo das oposições”, defendeu Requião.

Mas ele também entende que o caminho para o acerto é complicado. “Primeiro precisamos saber se o PT vai querer mesmo se coligar com o PMDB e depois se o nosso partido também vai decidir por isso”. A ala que domina o partido no País está apoiando o candidato do governo e até indicou a deputada federal Rita Camata para vice na chapa de José Serra (PSDB). A convenção nacional do PMDB está marcada para o próximo dia 15.

Alianças

No entanto, o pré-candidato ao governo deixou claro que até o dia 29 de junho, data da convenção estadual, o partido está aberto para alianças aqui no Estado. “As únicas candidaturas confirmadas são a minha ao governo e a do ex-governador Paulo Pimentel ao Senado”. Por enquanto o nome da ex-deputada Irondi Pugliesi para vice é apenas uma indicação. A preferência é mesmo por uma coligação com partidos da oposição.

Centenas de militantes lotaram o Clube Verde, em Ponta Grossa. O encontro marcou o lançamento das pré-candidaturas do PMDB no Estado. Requião voltou a reafirmar a disposição de concorrer ao Palácio Iguaçu e Pimentel ao Senado. O pré-candidato ao governo foi breve em seu discurso. O resumo das propostas foi rápido, mas nem por isso menos categórico. “Vamos fazer uma administração com solidariedade, com opção pelos mais pobres, pelo emprego e em defesa da empresa nacional”, afirmou.

Pimentel também arrancou manifestações calorosas da platéia.

Ainda mais quando disse que não estava ali em nome dos velhos tempos, quando foi eleito governador com apenas 36 anos de idade. “Mas sim, em nome dos novos tempos. Tempos de competência e honestidade”. Ele destacou ainda que a candidatura ao Senado tem o significado do resgate. “Quero fazer mais pelo Estado que me acolheu e tanto me proporcionou. Quero ser senador para trabalhar pelo Paraná.”

O ex-deputado federal Djalma de Almeida César, organizador do encontro, disse que está na hora de o PMDB colocar a campanha nas ruas. Djalma, que agora vai buscar uma vaga na Assembléia Legislativa, fez uma convocação aos militantes: “É hora de arregaçar as mangas”. O pedido foi reforçado pelo presidente do PMDB no município, vereador Rogério de Paula Quadros. “Precisamos sair às ruas para resgatar a dignidade do nosso Estado.”

Os apelos à militância também marcaram o discurso do pré-candidato à Câmara Federal Luís Setembrino Von Holleben. “Precisamos colocar o Requião no Palácio Iguaçu e o Pimentel no Senado”. O prefeito de Cornélio Procópio, José Antônio Fonseca, foi ainda mais direto. “O nosso partido tem as pessoas certas para a hora certa”. E destacou: “Requião e Pimentel possuem conhecimento e experiência. É isso que precisamos, de pessoas que saibam o que o povo necessita.”