Intriga política. Foi como o governador Orlando Pessuti classificou as informações divulgadas pela revista Veja desta semana, que o acusam de ser funcionário fantasma da Assembleia Legislativa. Mesmo admitindo ainda não ter lido a reportagem, Pessuti deu sua versão dos fatos ontem, durante a convenção do PMDB.

“Não li, estou o fim de semana todo em reunião”, justificou. “Mas só pode ser intriga política. Sou funcionário concursado da Assembleia desde 1979, quando passei no concurso da Emater”, afirmou.

Segundo o governador, por causa de dispositivo constitucional, foi enquadrado na Assembleia. Lembrou, ainda, que está afastado da função há 28 anos, desde que assumiu seu primeiro cargo público, e ressaltou que desde então não recebe vencimentos do Legislativo.

Primeira-dama

A reportagem da revista Veja faz menção a um ato secreto da Assembleia, editado em 2005 (quando Pessuti era vice-governador), enquadrando o atual governador no cargo de consultor administrativo. A função, segundo a publicação, daria direito a salário de R$ 12 mil mensais e aposentadoria vitalícia a Pessuti.

O ato secreto em questão, de número 274/2005, também enquadra a primeira-dama, Regina Pessuti, como consultora jurídica da Assembleia. No mesmo ato, também está o nome do atual assessor especial do governador, José Correia, nomeado na época como técnico administrativo.