Foto: Ciciro Back/O Estado

 Germano Rigotto: candidatura lançada.

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, lançou ontem sua pré-candidatura à Presidência da República, em evento patrocinado pelo presidente do PMDB paulista, Orestes Quércia. Rigotto apresentou um discurso em defesa da candidatura própria do partido que, segundo ele, representa uma alternativa ao PT e ao PSDB.

Segundo o governador gaúcho, apesar das tentativas da ala governista da legenda de integrar a chapa do Planalto, não é cogitada a hipótese de o PMDB aderir a qualquer candidatura que não a da própria legenda. "É legítimo que o PT e o PSDB queiram o PMDB, mas não há a menor possibilidade de que o partido não tenha candidatura própria", afirmou durante coletiva.

Segundo Rigotto, a partir de agora ele vai trabalhar nos fins de semana para angariar apoio dentro do partido e deve se licenciar do cargo no fim de fevereiro para se dedicar à campanha das prévias peemedebistas. Nesse momento, Rigotto conta com o apoio de pelo menos três governadores do partido, o de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, e o de Santa Catarina, Luiz Henrique, e do Paraná, Roberto Requião, que ontem manifestou seu apoio ao colega gaúcho. Rigotto acredita que há possibilidade de trazer outros governadores para embarcar na sua candidatura. "Também esperamos um posicionamento do governador do Tocantins, Marcelo Miranda", disse, ressaltando que fará uma vista a esse estado nos próximos dias.

Se apresentando como um candidato aglutinador, Rigotto disse ter capacidade de formar uma aliança de centro-esquerda para formar a chapa presidencial. Os alvos preferenciais, de acordo com o governador, seriam o PPS e o PDT, partidos com os quais já teria mantido conversas informais e recebido sinalizações positivas. "Eles já disseram que se eu conseguir vencer as prévias poderemos ter uma conversa."

Além de Quércia e dos governadores de Pernambuco e Santa Catarina, o encontro do PMDB tem a presença do presidente nacional da legenda, o deputado federal Michel Temer (SP), e do gaúcho Eliseu Padilha, também deputado federal e um dos pré-candidatos do partido à sucessão de Rigotto no governo do Estado.

Críticas

O pré-candidato a governador de São Paulo Orestes Quércia acusou ontem o pré-candidato a presidente Anthony Garotinho (PMDB) de usar, sem autorização, o nome dele para fazer campanha às prévias do partido no interior do estado. "Ele percorreu o estado de São Paulo inteiro, usando o meu nome, em primeiro lugar, e o dele, em segundo, como se estivesse fazendo minha campanha de governador. É uma forma política de agir. Não vou criticar isto, mas eu nunca apoiei o Garotinho", afirmou, durante o ato que oficializou o apoio do diretório estadual da legenda à candidatura do governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), a presidente.

Quércia ainda afirmou que jamais cogitou apoiar Garotinho, pois entende que ele não tem condições de manter a unidade partidária. Entre as razões para que Garotinho não esteja "capacitado" para unir a sigla, está, segundo o pré-candidato do PMDB a governador de São Paulo, a rejeição dos governadores da agremiação ao nome dele.