O senador Roberto Requião (MDB-PR) lançou nesta quarta-feira seu como candidato à Presidência da República. O político paranaense disse que apresentará sua candidatura na próxima convenção do partido, com um programa nacionalista, democrático e popular. Uma das principais lideranças do partido, apesar de já ter corrido risco de expulsão pelos próprios companheiros de legenda, ele garantiu que não pode fugir à luta.

“De mim ninguém dirá que me omiti quando era necessária uma atitude. Coloquei uma opção nacionalista e desenvolvimentista para meu partido.Agora espero o retorno, se retorno houver vamos a luta.Tenho responsabilidade com o nosso Paraná e com o Brasil”, disse em seu perfil no Twitter.

Requião lembrou que, desde a redemocratização do país, o partido apresentou candidatura própria à Presidência da República apenas em 1989, com Ulysses Guimarães, e em 1994, com Orestes Quércia. O senador registrou ter defendido a candidatura própria em outras ocasiões, mas sempre foi voto vencido dentro do partido.

Segundo a Agência de Notícias do Senado, Requião defende que “a falência do modelo liberal e a crise de abastecimento mostram que é momento de tomar uma atitude”. Em seu pronunciamento no Senado, ele fez críticas à condução econômica, ao plano Ponte para o Futuro, do governo Temer, e ao papel “subalterno” do partido, que se contentaria em ser coadjuvante, principalmente do PSDB.

“A economia em movimento, puxada pelos investimentos estatais, é que faz gerar o emprego, o consumo e a arrecadação de tributos”, disse. Nos bastidores o favorito a concorrer pelo MDB é o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meireles. O presidente Michel Temer, inclusive, teria aberto mão de concorrer em benefício de Meireles.