Foto: Anderson Tozato

Rossoni: e a solução?

O líder da bancada de oposição, Valdir Rossoni (PSDB), disse ontem que o governador Roberto Requião (PMDB) terá que despolitizar o debate se quiser aglutinar apoios para a redução das tarifas cobradas pelas concessionárias de pedágio. ?Isso só vai ser resolvido se despolitizar a discussão. Porque tem que ser um clamor de toda a sociedade paranaense. É uma soma de vontades?, disse o líder da oposição.

Rossoni afirmou que a oposição representa um setor da sociedade e sua participação no movimento pela redução das tarifas também irá ajudar o governo a negociar com as concessionárias. O deputado tucano observou que a responsabilidade pela condução da discussão é do governo, que prometeu reduzir as tarifas ou acabar com o pedágio. ?Ele (Requião) assumiu um compromisso com a população. O erro do governo anterior é discutível, mas o deste governo não. Ele criou a expectativa da solução?, disse.

Custo Paraná

O líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), disse que estranhou a reação da direção regional da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) à proposta apresentada por Requião de nivelar a tarifa aos valores e parâmetros adotados no leilão de concessão de rodovias realizado pelo governo federal, em outubro. ?O governador procurou expor, com firmeza, as medidas que são necessárias para que possamos negociar. Por isso, fiquei surpreso com as declarações da ABCR?, disse o líder do governo. Ele se referiu à posição do diretor regional da ABCR, João Chiminazzo Neto, que condicionou a negociação com o governo estadual à oferta de condições similares aquelas proporcionadas pela União.

Chiminazzo observou que, no leilão federal, há isenção de impostos, ausência da cobrança de taxas pelo DER (Departamento Estadual de Estradas de Rodagem) e maior número de praças de pedágio, entre outros fatores, que contribuiriam para a fixação de uma tarifa mais baixa.

Para Romanelli, negociar implica ceder. E ele não está vendo essa disposição dos empresários, a julgar pelas declarações de Chiminazzo. ?Negociação é uma palavra perigosa porque significa ceder algo. E até agora quem cedeu foi a sociedade. A arrecadação das concessionárias mostrou que importante fatia de recursos foi retirada da nossa economia, ajudando a elevar o custo Paraná?, afirmou.

A previsão contratual de reajuste em dezembro não pode ser respeitada, diante das diferenças entre os valores nacionais e estaduais, disse Romanelli. ?Nós temos que encontrar um caminho que beneficie toda a sociedade paranaense. E não dá para discutir falando em suprimir obras?, afirmou.