Foto: Valquir Aureliano/O Estado

Samek: à disposição do Congresso Nacional.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, encaminhou esta semana, em Brasília, requerimentos ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República pedindo a apuração de todos os fatos narrados em reportagens das revistas IstoÉ e Veja, bem como a identificação dos interesses que motivaram a divulgação dessas notícias. Em outro requerimento, à Comissão de Ética Pública do Governo Federal, pediu que seja investigada sua conduta à frente de Itaipu.

Em carta aos senadores e deputados federais, Samek anuncia o envio dos documentos a esses órgãos e se coloca "à inteira disposição do Congresso Nacional para prestar quaisquer esclarecimentos que possam ser úteis para levar à sociedade brasileira a verdade dos fatos e revelar a lisura e o espírito público que orientam a administração da Itaipu Binacional".

Considerando-se atingido moralmente pelas denúncias contidas nas revistas Veja e IstoÉ, Jorge Samek diz, no documento à Comissão de Ética Pública, que é "imprescindível" que a comissão apure todos os fatos apontados nas matérias das duas revistas. Prova de que Itaipu e seu diretor-geral atuam de forma transparente, no documento Samek coloca à disposição da Comissão de Ética todos os documentos pessoais que forem necessários.

Diz o documento: "Diante da extrema gravidade dos supostos fatos noticiados, é imprescindível que essa Comissão de Ética Pública apure rigorosamente a conduta do ora requerente, diretor-geral brasileiro da Itaipu, nomeado pelo excelentíssimo senhor presidente da República".

Para isso, o diretor-geral brasileiro da empresa binacional se coloca à disposição para fornecer quaisquer documentos, dados e informações pessoais que a Comissão de Ética solicitar, "inclusive bancários, fiscais e telefônicos, ainda que sigilosos e protegidos constitucionalmente".

Depois de lembrar que a revista IstoÉ foi obrigada pela Justiça Federal a publicar o "direito de resposta" de Itaipu, em que os fatos foram esclarecidos, comprovando que as denúncias são falsas, Samek anunciou que fez a mesma solicitação à Justiça em relação à revista Veja, já que "as inverdades (…) maculam minha honra e a imagem desta Entidade (Itaipu)", diz ele. Além disso, Itaipu e Samek adotaram outras medidas judiciais e extra-judiciais para responsabilização civil e criminal dos responsáveis pela divulgação das matérias.