O governo do Estado irá propor o aumento de capital da Sanepar na próxima reunião do Conselho de Administração da empresa, na segunda-feira, 29. Na escola de governo, ontem de manhã, 23, o governador Roberto Requião (PMDB) adiantou que pretende aplicar R$ 600 milhões na empresa. Requião adiantou que, até o final da sua gestão, pretende investir R$ 2 bilhões na empresa.

A proposta deverá ser votada na reunião do conselho. Requião vinha tentando fazer o aumento de capital desde o início do seu segundo mandato, em 2003, quando anulou o pacto de acionistas da Sanepar e deflagrou uma guerra nos tribunais pelo controle da empresa, que era do consórcio Dominó, o sócio privado da estatal. A briga emperrou a operação. A cada vez que o governo se movimentava para aumentar o capital, os sócios privados iam à Justiça para impedir o processo.

Em janeiro deste ano, o governo conseguiu retomar o controle da Sanepar. Por R$ 110,2 milhões, a Copel adquiriu as ações da empresa francesa Sanedo, uma das que integravam o grupo Dominó Holdings. Com a aquisição dos 30% pertencentes à Sanedo, a Copel, que já detinha 15% das ações do Grupo Dominó, passou a ser o maior acionista do grupo, com 45% (a Andrade Gutierrez Concessões e a Daleth Participações são proprietárias de 27,5% cada). A Dominó administra 34,7% do capital votante da Sanepar.

Ontem, Requião provocou os sócios da Sanepar. “Eles que, na verdade, nunca investiram um tostão na empresa, mas compraram ações a preço de fim de feira, não compareceram com nenhum recurso, vão ter que se explicar. Vamos ver se existe essa intenção de investir no Paraná ou se é exatamente o que a gente pensava: um negócio estranho que prejudicava fundamentalmente o interesse público”, atacou.