Um dos principais defensores da flexibilização do fator previdenciário no Congresso, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou hoje que a decisão da presidente Dilma Rousseff de manter a fórmula “85/95” é positiva. Contudo, o petista ressalvou que, se a proposta de progressividade não for favorável para os futuros aposentados, trabalhará pela rejeição da iniciativa. “Com certeza, se a tal da progressividade for indecente, vamos trabalhar para derrubá-la”, disse Paim, que ameaçava deixar o PT caso a fórmula “85/95” não fosse mantida por Dilma.

Pouco antes, o Palácio do Planalto anunciou que Dilma vai vetar na Medida Provisória 664 a fórmula que flexibiliza o fator previdenciário. Contudo, o Planalto informou que será editada Medida Provisória que assegura a regra de 85 pontos (idade+tempo de contribuição para mulheres) 95 pontos (idade+tempo de contribuição para homens), que fora aprovada pelo Congresso Nacional, mas introduzindo um critério de progressividade que leve em conta o aumento da expectativa de vida dos brasileiros. O governo só deve informar amanhã (18) qual será a regra de progressividade a ser adotada.

O petista disse que trabalhará em duas frentes, caso a progressividade não seja favorável. Uma delas é atuar para derrubar no Congresso o veto de Dilma na MP 664. O outro é retirar do texto da nova medida provisória a previsão do escalonamento.