O segundo turno da eleição presidencial significa decepção para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata, Dilma Rousseff (PT), mas é bom para o Brasil, avalia o jornal britânico Financial Times. Conforme editorial de hoje, os candidatos agora serão forçados a debater questões que até então estavam querendo evitar.

O jornal diz que o Brasil fez conquistas no governo de Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No entanto, grandes desafios ainda persistem, principalmente no que diz respeito ao equilíbrio do orçamento e o chamado “custo Brasil” (deficiências na infraestrutura e excesso de burocracia, por exemplo), pontos que praticamente não apareceram na campanha.

O FT considera “perigoso” que os candidatos tenham se mostrado amedrontados pela popularidade de Lula para questionar sua cada vez mais “populista fórmula de sucesso”. “A estabilidade econômica do Brasil tirou milhões da pobreza, mas isso não é o mesmo que crescimento duradouro.” O jornal acredita que Dilma tem mais chances de vencer a eleição. E insiste que o País merece um nível mais elevado de debate do que os candidatos ofereceram até agora.

O diário continua dando amplo espaço para a sucessão presidencial no Brasil. Hoje traz, inclusive, pequena foto de Tiririca na capa da edição, chamando para reportagem sobre sua votação expressiva, que ampliará a presença da base governista no Congresso.