Seguranças do Congresso impediram na tarde desta quarta-feira um grupo de 20 manifestantes de “lavar” a rampa de acesso ao prédio, no que seria um protesto contra a eventual eleição dos líderes do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e no Senado, Renan Calheiros (AL), para presidir as duas Casas Legislativas a partir de fevereiro. Sem autorização formal para realizar o ato, o grupo acabou usando vassouras que haviam fincado pouco antes no gramado em frente ao Congresso para fazer um cruz.

O ato envolveu várias entidades, entre elas o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e o Movimento Rio da Paz. Essa última entidade já recolheu em uma petição eletrônica 130 mil assinaturas contra a escolha de Renan Calheiros para presidir o Senado, cuja eleição, secreta, está marcada para sexta-feira (1º).

Na semana passada, o líder do PMDB no Senado foi denunciado criminalmente pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O chefe do Ministério Público Federal acusou Renan de ter se valido de notas fiscais frias para dizer que tinha patrimônio para arcar com as despesas pessoais de uma filha fora do casamento. Há quase seis anos, Renan foi acusado de ter contas pagas por um lobista de uma empreiteira. À época, a série de denúncias levou-o a renunciar à Presidência da Casa para evitar ter o mandato cassado.