O senador Alvaro Dias disse a O Estado que se retira da discussão sobre a troca da presidência do PSDB no Estado se o ex-ministro Euclides Scalco se recusar a assumir o comando do diretório estadual do partido. Alvaro afirmou que não pretende criar uma nova frente de atrito no partido. Uma derradeira tentativa para convencer Scalco a presidir o partido seria feita neste final de semana pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Scalco foi secretário geral da Presidência no governo de Fernando Henrique. Scalco foi o nome sugerido por Alvaro para substituir o deputado estadual Valdir Rossoni na presidência do PSDB do Paraná.

Rossoni está no segundo mandato como presidente do partido e estava prevista a realização de convenção para renovar a executiva. Mas como o PSDB nacional está organizando a prévia para a escolha do candidato a presidente da República, decidiu prorrogar os mandatos dos diretórios nos estados onde houvesse consenso.

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Scalco: um apelo de FHC.

No Paraná, a apresentação das pré-candidaturas de Alvaro e do prefeito de Curitiba, Beto Richa, ao governo nas eleições do próximo ano tornou o entendimento mais difícil. Rossoni é aliado da pré-candidatura de Beto, que por sua vez, prefere mantê-lo na condução do processo de escolha do candidato ao governo. Alvaro acha que Scalco teria a neutralidade necessária para a posição.

Rossoni acredita que Scalco não irá mudar de ideia. O ex-ministro alega que encerrou sua carreira política com a participação na reeleição de Beto no ano passado. “Se o posicionamento do Scalco é esse, eu aguardo que o senador apoie a minha permanência na presidência do partido”, afirmou o atual presidente.

Prioridade

“Se o Scalco se recusar, deixo a critério do partido. Não vou estabelecer um atrito interno. Não vou opinar e fico de fora”, afirmou o senador. Para Alvaro, o partido deve decidir se prorroga o mandato de Rossoni se o ex-ministro declinar do convite da direção nacional.

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Rossoni espera apoio de Alvaro.

Para o senador, a prioridade é chegar a um acordo sobre o critério de escolha do candidato ao governo. O uso das pesquisas de intenções de votos é uma proposta de Alvaro que foi aceita por vários setores e até mesmo por Rossoni que, inicialmente, não compartilhava da ideia. De acordo com Alvaro, Beto não se opõe à essa fórmula de indicação do candidato.

E mesmo o senador Osmar Dias (PDT) também teria simpatia por esse critério, afirmou Alvaro. Osmar seria a opção do PSDB à candidatura própria se a disputa nacional assim exigir para sustentar a campanha presidencial tucana no estado.