O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) reassumiu seu mandato na Câmara dos Deputados, em Brasília, na manhã desta quinta-feira (1º), exatamente às 10:29h, horário que um de seus funcionários protocolou seu retorno na Secretaria da Casa. Com a reassunção do colega, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) volta para a suplência e perde o foro privilegiado, o salário de pouco mais de R$ 33 mil e pode ter sua prisão decretada a qualquer momento pela acusação de ter recebido propina da JBS.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), havia negado o pedido de prisão de Loures feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Fachin argumentou que um parlamentar, como era o caso de Loures, que estava no mandato, só poderia ser preso em flagrante.

Agora, a situação mudou e Janot pode refazer o pedido. Quando negou a prisão de Loures, o relator no STF entendeu, de qualquer maneira, que a medida era “imprescindível para a garantia da ordem pública”.

Serraglio irá ocupar o mesmo gabinete que era de Loures, no oitavo andar do anexo 4 da Câmara. Nesta manhã, funcionários do ex-ministro da Justiça faziam uma faxina no lugar e arrumavam os móveis. Ele ocupava a vaga de ministro da Justiça até o último fim de semana, quando o presidente Michel Temer decidiu trocá-lo pelo então ministro da Transparência, Torquato Jardim.

Para preservar o foro de Rocha Loures, Temer chegou a oferecer a Transparência para Serraglio, que não aceitou o cargo. O governo cogitou levar outro deputado federal do PMDB do Paraná para a Esplanada dos Ministérios para, com isso, manter o foro de Rocha Loures, mas a ideia não avançou.