O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse hoje que continuará pedindo a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Simon afirmou que não será intimidado pelo PMDB, que divulgou nota este fim de semana pedindo para que os dissidentes deixem o partido “o quanto antes”. “Se eles querem que eu saia, que me expulsem”, afirmou o peemedebista gaúcho à Agência Estado.

O senador antecipou que pedirá que Sarney saia da presidência antes da próxima reunião do Conselho de Ética, marcada para esta quarta-feira. “Se ele deixar a presidência até amanhã, ainda sairá com grandeza, porque sairá para apaziguar a crise. Mas, depois disso, tudo ficará imprevisível”, disse.

O parlamentar do Rio Grande do Sul tentou trocar a ordem de inscrição com outros senadores, para que discursasse na sessão plenária não-deliberativa de hoje – a primeira depois do recesso parlamentar – enquanto José Sarney presidia a sessão. “Normalmente nós senadores trocamos quando um precisa falar antes, mas hoje ninguém quis trocar comigo, e quando estava chegando a minha vez, Sarney entregou a presidência ao senador Mão Santa, terceiro-secretário da Mesa Diretora, e deixou o plenário”, contou Simon.

Ele também antecipou que deve criticar, durante o discurso iniciado na tarde de hoje, a nota do PMDB, que pede aos senadores críticos ao partido que abandonem a legenda com a garantia de que não perderão os mandatos. “Esse é o estilo deles, é o estilo do vale tudo. Mas não me importo. Continuarei no partido, eles que me expulsem se quiserem”, afirmou.