O prefeito de Curitiba e candidato à reeleição, Beto Richa (PSDB), representou contra a candidata do PT, Gleisi Hoffmann, à Justiça Eleitoral, acusando-a de propagar informação falsa sobre sua posição a respeito da eleição para o governo em 2010.

Beto pediu a retirada do ar do site de campanha da petista, acusada de divulgar uma versão da matéria produzida pelo portal de notícias UOL, anteontem, em que o prefeito admite a possibilidade de disputar o governo em 2010.

No seu site da campanha, Gleisi divulgou um texto referindo-se à matéria do UOL. “O prefeito Beto Richa admitiu que pode renunciar à prefeitura de Curitiba em março de 2010 para disputar o governo do Estado, caso seja eleito no primeiro turno nesta eleição”, dizia o texto da candidata, que reproduziu frase atribuída à assessoria do prefeito pela reportagem do UOL: “Quem sabe seja esse o desejo do curitibano. Que eu me torne governador do Paraná e possa vir a enfrentar os problemas que afligem não só a população da capital, mas todo o Estado, como é o caso da violência”.

Numa segunda versão da matéria postada no UOL, a declaração foi retirada. Com base nessa mudança, o prefeito entrou com a representação contra a adversária. A assessoria jurídica do prefeito sustenta que ele não se pronunciou sobre o tema e que a candidata petista está divulgando material “inverídico”.

No cartório

Gleisi disse que não se intimida com a iniciativa da interpelação judicial e que seu comentário foi feito sobre um texto que estava disponível no portal. “Continuo desafiando o candidato à reeleição a registrar em cartório o seu compromisso de permanecer na prefeitura de Curitiba até dezembro de 2012. Se ele não tiver medo de assumir esse compromisso com a população, que faça o registro até a próxima sexta-feira. Ele registrou seu programa de governo no cartório e anunciou isso como algo importante. Então, não tem motivos para não registrar o compromisso de cumprir o mandato e não sair candidato ao governo do Paraná em 2010”, declarou.

Desde que as pesquisas de intenções de voto mostraram que a administração de Beto é aprovada por aproximadamente 90% dos eleitores de Curitiba e que ele tem acima de 70% de intenções de votos, setores do PSDB passaram a defender o lançamento de sua candidatura ao governo em 2010.

O projeto atraiu a atenção dos adversários, que passaram a questionar se Beto irá cumprir o mandato integral de quatro anos na prefeitura ou se irá deixar o cargo antes para concorrer ao governo.

Alguns aliados também ficaram surpresos e reagiram. Foi o caso do senador Osmar Dias (PDT), que até agora era tido como o candidato a governador, em 2010, do bloco que está apoiando a reeleição de Beto Richa para prefeitura de Curitiba.