O vice-presidente Michel Temer (PMDB) defendeu nesta sexta-feira, 31, o papel histórico de fiador da governabilidade do partido que preside. Em discurso em evento do PMDB mulher na capital paulista, Temer também afirmou que o País passa hoje por tensões e preocupações que atingem a todos em um cenário em que crescem posturas de “radicalismos”.

“É precisamente neste momento que, nós, acima de partidos, de organizações, temos que pensar naquilo que é motivo da nossa ação. Temos que pensar no País. Posições radicalizadas não resolvem os problemas do nosso País”, afirmou. Além de defender a moderação, Temer afirmou que a unidade é importante para o partido. “Termos unidade é fundamental para o PMDB poder crescer.” No dia de 17 de julho o presidente da Câmara, o peemedebista Eduardo Cunha (RJ), anunciou sua ruptura com o governo, num movimento que não foi acompanhado pela legenda.

“O PMDB tem sido o centro da governabilidade do País”, ressaltou Temer. Ele argumentou ainda que o País tem uma complexidade social e precisa, além da governabilidade, uma governança que envolve o conceito de apoio de organizações sociais como sindicatos e ONGs. “Nesse ponto é que o PMDB, modestamente, se destaca”, afirmou.

Temer disse ainda que, no passado, o PMDB defendeu as teses liberais do governo, em referência ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, e que depois defendeu as teses sociais do governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, e que essa sequência permitiu avanços “extraordinários” do País. “O PMDB é o centro desses avanços”, exaltou.