O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu nesta sexta-feira (30) o adiamento da votação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) no Congresso Nacional, marcada para a semana que vem. O novo imposto, caso aprovado, servirá para financiar o setor, substituindo a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta no final do ano passado. "A mudança na data de votação permite informar melhor os parlamentares, especialmente os da oposição, e a sociedade", disse Temporão. Para o ministro, ao contrário de anos anteriores, quando "se pedia de forma abstrata dinheiro para a Saúde", agora o governo tem metas, indicadores e projetos bastante claros e objetivos, definidos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) da Saúde.

No entanto, caso não consiga aprovar a criação do imposto, que até o ministro admite, enfrenta um "forte sentimento de rejeição da sociedade, especialmente da classe média", Temporão propôs outras alternativas para financiar a Saúde. "A minha luta é para que tenhamos uma solução estrutural. A Contribuição Social para a Saúde é uma criação exclusiva do Congresso Nacional. Eu tenho falado que existem outras alternativas", disse Temporão.

Para ele, esse financiamento poderia vir de "indústrias que potencialmente causam danos à saúde", como a de cigarros, bebidas alcoólicas e de armas de fogo. "A questão do preço do cigarro, que é dos mais baratos do mundo, a taxação de bebida, podíamos pensar em algo para taxar a indústria de armas, enfim, as indústrias que potencialmente causam danos à saúde, dor, morte, sofrimento", detalhou Temporão.