O juiz Carlos Xavier, presidente da Comissão de Auditoria do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, explicou ontem aos jornalistas como vai funcionar a votação paralela, sistema de conferência do funcionamento da urna eletrônica adotada nas eleições de 2002 e regulamentado pela Resolução 21.270/2004, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Seu objetivo é comprovar a lisura da votação eletrônica e afastar as dúvidas de que qualquer informação estranha ao processo possa ser introduzida nos computadores. Este ano, quatro urnas já instaladas nas respectivas sessões eleitorais, uma da capital e três do interior, serão sorteadas na véspera das eleições (dia 2), marcadas e recolhidas, com acompanhamento de fiscais de partido, para a sede do TRE. As sessões sorteadas receberão urnas de reserva, igualmente preparadas para a utilização pelos eleitores.

No TRE, as quatro urnas sorteadas serão dispostas em ambiente preparado, cercado, com 4 câmeras de vídeo para filmar o funcionamento de cada uma delas e uma quinta, para gravar todo o ambiente. Os fiscais votarão manualmente, utilizando cédulas, e pela urna eletrônica durante o horário de votação. Encerrado o processo, cédulas e votos digitais serão apurados para conferência.