Encerrado ontem o prazo para a impugnação de candidatura, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná recebeu contestações contra 22 candidaturas, através de 30 processos, ou de impugnação (movidos por candidato, partido ou pelo Ministério Público), ou de notícia de inelegibilidade (que pode ser apresentada por qualquer cidadão). A maioria das 22 candidaturas contestadas é de político com mandato ou ex-prefeito. Apesar desta ser a primeira eleição com a regra do Ficha Limpa, o número de pedidos de impugnação foi menor que o de 2006, quando 33 candidaturas foram questionadas. Naquele ano, a Justiça Eleitoral negou o registro de 28 candidatos.

Entre os candidatos impugnados está o candidato ao Senado pelo PP, na coligação “Um Novo Paraná”, deputado federal Ricardo Barros (1989-93). Com condenação por improbidade administrativa da época em que foi prefeito de Maringá, por contratação de funcionários sem concurso público, Barros teve duas contestações a sua candidatura no TRE, ambas por notícia de inelegibilidade. Em entrevista a O Estado do Paraná, no dia 12 de junho, o deputado disse não temer por sua candidatura por já ter provado, no Superior Tribunal de Justiça, que seu erro não causou dano ao erário, não sendo considerada improbidade danosa, o livrando do enquadramento no Ficha Limpa.

Outro deputado federal impugnado foi Alceni Guerra (DEM), com problemas na Justiça da época em que foi prefeito de Pato Branco (1997-2000). Mas Guerra já desistiu de disputar a reeleição para integrar o Conselho Político da campanha de Beto Richa (PSDB) ao governo do Estado. Da Câmara dos Deputado, Alfredo Kaefer (PSDB), também está com a candidatura impugnada. Da Assembleia Legislativa, foram contestadas as candidaturas de Beti Pavin (PMDB), ex-prefeita de Colombo, Luiz Fernandes Litro (PSDB) e Antonio Belinati (PP), ex-prefeito de Londrina. Belinati, inclusive já teve o registro de candidatura negado em 2008, após vencer as eleições para a Prefeitura de Londrina. O ex-deputado Geraldo Cartário Ribeiro (PDT), cassado no ano passado por abuso de poder econômico também teve a candidatura posta em dúvida.

Outros ex-prefeitos também foram impugnados: Valter Pegorer (PMDB) e Carlos Roberto Scarpelini (PP), ex-prefeitos de Apucarana; Nedson Micheletti (PT), Londrina; Mario Vilas Boas Pescador (PT), Vera Cruz do Oeste; e Antonio Wandscheer (PT), Fazenda Rio Grande. Os ex-secretários Gilberto Martin (PMDB) e Aldair Rizi (PCdoB) também tiveram os registros contestados. O TRE recebeu ainda reclamações contra as candidaturas de Fátima Mandelli (PMN), Meneghel (DEM), Padre Luizinho (PSB), Antonio Ricardo Dos Santos (PP), Tuca Casagrande (PCdoB), Irineu Ribeiro (PV), Wilmar Marçal (PSC) e Isac Fialla (PSDB).