Flagrado em escutas telefônicas comprometedoras, o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) foi cobrado pelo seu próprio partido. "A denúncia é considerada grave e é preciso que se dê explicações", cobrou o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO). Roriz, que nesta segunda-feira (25) não apareceu no Congresso, teve conversas com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin de Moura, para tratar da divisão de R$ 2, 2 milhões interceptadas judicialmente. Moura presidiu o BRB entre 1999 e 2006 quando Roriz era governador do Estado.

Lideranças de outros partidos também esperam uma manifestação pública de Roriz. O líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), disse considerar fundamental que Roriz use a tribuna para dar suas explicações. "O Roriz tem de tomar a iniciativa de falar ao Senado com a maior brevidade possível", afirmou.

Nesta segunda-feira, o PSOL decidiu entrar com uma representação no Conselho de Ética da Casa contra Roriz. O partido, porém, ainda não resolveu se ingressará com o pedido de investigação amanhã ou nos próximos dias. Há temor de que a solicitação de investigação neste momento contra Roriz possa acabar atrapalhando a continuidade do processo contra Renan. "Nós estamos analisando o pedido de representação contra Roriz com toda a cautela e nós vamos entrar com o processo. Só é preciso saber qual o melhor momento. Não vamos participar de qualquer operação que possa abafar a investigação contra Renan", afirmou a presidente do PSOL, Heloísa Helena.