O presidente do PT paranaense, deputado André Vargas, afirmou que estava pensando no sucesso do partido nas eleições majoritárias (governo e senado) no próximo ano, quando decidiu que Gleisi Hoffmann, diretora financeira da Usina de Itaipu, seria a estrela dos programas do PT que serão exibidos nos intervalos da programação das emissoras de rádio e televisão. Segundo Vargas, foi a pré-candidatura de Gleisi ao Senado e não sua filiação à tendência Campo Majoritário que motivou sua escolha.

Conforme o deputado, o senador Flávio Arns, nome apoiado pelo grupo para disputar o governo no próximo ano, também irá participar das inserções do PT estadual. "O horário de rádio e televisão deve servir para fortalecer o PT e não para promover projetos de deputados, sejam eles estaduais ou federais", disse Vargas, que criticou as deputadas federais Selma Schons e Clair Martins, por terem divulgado o protesto que fizeram com o predomínio de integrantes da corrente de Vargas na maioria dos programas exibidos pelo partido no Paraná.

Dra. Clair e Selma Schons mandaram uma carta a Vargas acusando-o de privilegiar os integrantes do Campo Majoritário e criticaram a diretora da Itaipu, que produziu os programas, por ter feito as gravações sem chamar outros integrantes do partido a participar. "O que elas fizeram não ajuda em nada. Esses assuntos devem ser tratados internamente e não na imprensa. Eu sou o presidente do partido e tomei a decisão. Elas são candidatas à reeleição. A Gleisi será uma candidata majoritária. Estou pensando no partido", afirmou Vargas, que também foi criticado pelas deputadas por ter sido o âncora e único participante de todas as inserções da temporada anterior no horário reservado ao PT.