O debate na RPCTV, na noite desta terça-feira (02), foi o último antes do primeiro turno das eleições, que ocorre no próximo domingo (07). O clima não diferiu muito dos debates que já ocorreram. Porém desta vez os candidatos debateram um pouco mais de propostas e atacaram-se menos que nos outros dois debates televisivos anteriores. Participaram Cida Borguetti (PP), Ratinho Júnior (PSD), Professor Piva (PSol), João Arruda (MDB), Ogier Buchi (PSL) e Doutor Rosinha (PT).

Em todos os blocos os candidatos puderam escolher para quem fariam perguntas (com o limite de cada candidato poder responder apenas duas vezes em cada bloco). Confira alguns pontos altos do desempenho de cada candidato no debate:

João Arruda (MDB)

Ninguém quis “se meter” em discussão com Arruda ao longo dos três primeiros blocos e o candidato fez questão de ressaltar isto. No entanto, como era esperado, fez questão de, assim como nos debates anteriores, lembrar a ligação de Cida e Ratinho com o ex-governador Beto Richa, preso recentemente. No segundo bloco, com temas sorteados, ele debateu sobre a reforma da previdência e ressaltou que, apesar de ser do mesmo partido do presidente Michel Temer, foi contra a reforma da previdência da forma como ela foi apresentada ao Congresso. Mas deixou claro que, se eleito, vai revogar a lei que tirou R$ 140 milhões da Paraná Previdência pois, conforme ele, se nada for feito, em breve não haverá dinheiro suficiente para os pagamentos previdenciários no estado. Ainda prometeu diminuir as tarifas da água, luz e gás e reduzir impostos. Ainda criticou Cida Borguetti na questão da segurança pública. “Não adianta ter propostas mirabolantes de campanha se não consertar o básico”, referindo-se á falta de combustível e manutenção em viaturas policiais e coletes balísticos dentro do prazo de validade.  Ainda confirmou que é amigo de Cida, mas que não concorda com a “amizade” dela com Beto Richa. E a criticou por aumentar a energia em junho.

 

Ratinho Júnior (PSD)

Por sorteio, fez a primeira pergunta do debate e a direcionou à Cida, sobre segurança energética. No segundo bloco, o Doutor Rosinha, como já era esperado, lembrou novamente a ligação de Ratinho com o ex-governador Beto Richa, preso recentemente. Ratinho não ligou para a provocação e partiu para apresentar as suas propostas, especificamente sobre violência contra a mulher e o empoderamento da mulher empreendedora. Assim como no debate da RICTV, Ratinho voltou a falar que vai cortar 14 secretarias de estado, assunto que vem levantando a curiosidade de todos, visto que ele não disse nos debates quais exatamente são as 14. Apenas deu dois exemplos, que juntaria as Secretarias da Justiça, a do Trabalho e a da Família numa única só e que também uniria as de Planejamento e Administração. Cida o pressionou a falar quais as outras, mas Ratinho não especificou. Finalizou afirmando que quer enxugar a máquina pública, acabar com os cargos apadrinhados, para tornar a gestão mais barata e eficiente. Também falou sobre criar “creches” para idosos e chamar as universidades para debaterem juntas a administração pública.

 

Cida Borguetti (PP)

Pela primeira vez nos debates televisivos Cida “atacou” alguém. Questionou Ratinho de forma incisiva para saber quais eram as 14 secretarias que ele ia cortar no governo e ainda o criticou por usar um carro de luxo a trabalho, às custas do governo. Ela também queria saber quais foram as mordomias que Ratinho cortou enquanto era secretário e deputado, visto que ele fala bastante em enxugar o desnecessário na administração pública. Cida não poderia deixar de falar do seu grande orgulho: a criação da Divisão anti Corrupção, que implantou no seu governo, assunto que repetiu por várias vezes em todos os debates. Ainda afirmou que, como forma de aumentar o índice de desenvolvimento urbano do Paraná, irá investir na primeira infância. Cida também discorreu sobre o pedágio e a sua decisão, que está sob avaliação da Justiça, de cortar em 50% a tarifa do pedágio no Paraná, afirmando qe não vai renovar contrato com as concessionárias.

 

Ogier Buchi (PSL)

O candidato, que não conseguiu participar do debate na RICTV, por causa de uma liminar impetrada por integrantes do seu próprio partido, consegui participar normalmente desta vez. Questionou o próprio partido em não apoiar a candidatura dele, já que o candidato a presidência Jair Bolsonaro (do mesmo partido que Buchi), decidiu mostrar simpatia pelo candidato de outro partido (Ratinho, neste caso). Mas Buchi, desta vez, não ficou só se lamentando. Mesmo com a “traição” de Bolsonaro, ele continuou mostrando apoio ao presidenciável, numa nítida intenção de “pegar o rabo do foguete” de quem está liderando as pesquisas a presidente. “Eu sou o candidato de Jair Messias Bolsonaro no PR. Está em todos os documentos do partido. Se você vota Bolsonaro, vota Ogier. Se você vota Ogier, vota Bolsonaro”, disse por várias vezes.

 

Doutor Rosinha (PT)

Reclamou que foi pouco questionado pelos outros candidatos. O primeiro assunto que ele debateu estava dentro da segurança pública. Falou na violência contra a mulher, a liberdade de gênero e no investimento à Polícia Cientifícia, mostrando que quase 5 mil crimes deixaram de ser julgados no Paraná, por falta de provas ou excesso e burocracias. Rosinha também falou, por várias vezes, o nome do presidenciável do PT, Fernando Haddad, ressaltando que foi um bom ministro da educação e que construiu escolas e universidades. Também ressaltou que foi contra a reforma da previdência votada no fatídico 29 de abril na Assembleia Legislativa do Paraná, dia em que houve o confronto de policiais com professores. Também falou das suas políticas para os idosos, incluindo a criação, através da Cohapar, de condomínios para idosos, com facilidades para este público, que irá superar a quantidade de jovens no Paraná daqui há 12 anos.

 

Professor Piva (Psol)

Ele não foi um “Mazaroppi” (comediante da década de 40), como Ratinho o chamou na semana passada. Mas continuou roubando a cena com os seus comentários diretos e incisivos, insistindo que alguns candidatos (Ratinho foi um) não tinham respondido as perguntas que ele fez. Defendeu o investimento na inteligência das universidades públicas, a bem do desenvolvimento da inovação e da tecnologia no Estado. Na hora de debater sobre educação, chamou Ratinho de pai da bancada do camburão e Cida de mãe, referindo-se ao fatídico 29 de abril, o confronto de professores e PMs no Centro Cívico. Numa de suas últimas falas, lembrou que Cida e Ratinho, apesar e defenderem os cortes de excessos no governo, já aproveitaram muito os privilégios dados pela vida pública.

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