Está marcada para hoje a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar denúncias de formação de cartel e de adulteração de combustíveis na Câmara Municipal de Curitiba. Segundo o presidente da Comissão, vereador Fábio Camargo (sem partido), depois de tanta demora para a abertura da CPI a expectativa é que os trabalhos tenham início o mais cedo possível. “Toda essa demora atrapalha muito os trabalhos. É duro para quem quer trabalhar não poder, ainda mais para mim, que propus a comissão”, disse.

“Uma hora não tem composição entre bloco de oposição e situação; outra tem que esperar reunir o grupo, tudo isso prejudica o andamento das investigações”, avaliou. “O início está sendo complicado, mas depois vai deslanchar.”

A Comissão deveria ter sido instalada ontem. Mas a abertura tem que ser feita pelo vereador mais velho que compõe a CPI – no caso, Jair Cézar (PSDB). “Mas ele foi para uma outra comissão. Então, a convocação não pôde ser feita. Agora o Ângelo Batista (PPB) ou o Aldemir Manfron (PTB) deverão fazer a convocação para definir o presidente e o relator, e só então os trabalhos poderão começar”, explicou Camargo. Em um acordo feito entre situação e oposição ficou definido que o presidente será Camargo. O relator será o vereador petista Pedro Paulo Costa.

Segundo Fábio Camargo, a Comissão já começa com muito material para ser investigado. “Tenho recebido muitas denúncias de empresários, inclusive propondo-se a participar ativamente da CPI. Muitos já me procuraram dizendo que há preços de combustíveis em Curitiba que estão sendo vendidos mais baixo do que pagam no litro, o que pode ser um indício de lavagem de dinheiro. Há também denúncias de funcionários que alegam conhecer o esquema de adulteração de combustíveis”, afirmou. (Fabiane Prohmann)