Cerca de 20 agentes penitenciários bloqueiam, na manhã desta sexta-feira (19), a entrada de visitantes de presos das operações Lava Jato e Carne Fraca no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O ato antecede uma paralisação de três dias da categoria, prevista para começar neste sábado (20), e vai afetar ao longo do dia também familiares de outros detidos na unidade. Ao longo do fim semana, visitas também não devem ser liberadas pelos agentes, segundo o sindicato que representa a categoria no Paraná, o Sindarspen.

A presidente da entidade, Petruska Sviercoski, afirma que a ação tem como objetivo focar a mobilização dos agentes. “Como nós queríamos fazer um ato para focar nesse movimento, decidimos impedir a visita desse povo corrupto que é responsável por todas as medidas que acabam prejudicando todo o povo brasileiro”, disse.

A expectativa é que o ato reúna até o fim da manhã cerca de 100 agentes, incluindo servidores dos estados de São Paulo e Santa Catarina.

A esposa de um fiscal da Agricultura detido na operação Carne Fraca, que não quis se identificar, reclamou da manifestação ao ser impedida de ver o marido. Ela disse que o movimento prejudica quem se programa para ver um familiar preso. A visitante saiu de Londrina na noite de quinta-feira e estava desde as 6h30 em frente ao CMP. A informação de que não poderia entrar só veio pouco depois das 8h. “A gente vem de tão longe, quer falar com o marido, que tá doente, e não pode”, comentou. Ela faria hoje a terceira visita ao marido.

O horário de visita matutino na unidade começa às 9h. Familiares de presos da Lava Jato só têm acesso à visita a partir das 13h. O CMP abriga hoje 10 presos da operação Carne Fraca e 16 da Lava Jato, conforme o Departamento Penitenciário do Estado (Depen).