A ponte do Parque Tingui, na Rua Professor Dário Garcia, que ficou interditada para o trabalho durante a manhã desta sexta-feira (26), teve o fluxo de veículos liberado novamente. A interdição ocorreu após a reportagem registrar um ônibus da linha Turismo atravessando a estrutura enquanto equipes da prefeitura tampavam o buraco de quase dois metros que surgiu na noite anterior.

Na ocasião, passageiros também ficaram assustados com o forte balanço e o alto rangido das tábuas. Uma equipe da Secretaria Municipal de Obras Públicas (SMOP) fechou a cratera no fim da tarde desta quinta-feira e a Superintendência de Trânsito (Setran) interditou a ponte logo depois para vistoria.

Ainda assim, na manhã desta sexta-feira (26), antes de os trabalhos serem iniciados, motociclistas foram vistos utilizando a ponte lateral, destinada somente para pedestres. Além disso, motoristas que trafegam diariamente pela ponte chegaram a retirar o bloqueio para abrir passagem de veículos para evitar contornar todo o parque. No entanto, o local foi fechado novamente e agentes da Setran seguem na região orientando o trânsito.

Problema antigo

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Em outubro de 2017, a reportagem já havia mostrado a situação da ponte e usuários do parque afirmaram que as tábuas soltas e a estrutura precária poderiam cair a qualquer momento. “Salve-se quem puder. É assim que funciona aqui no Tingui”, lamentou, na época, o empresário João Francisco de Souza, de 40 anos.

Ele e outros frequentadores do parque reclamaram à prefeitura, mas nada foi feito para evitar a queda de parte da estrutura. A fenda de quase dois metros de comprimento e mais de um metro de largura abriu na última quarta-feira (24) e foi fechada por funcionários de uma empresa contratada pela SMOP já no dia seguinte.

Solução definitiva

No entanto, a ação é apenas provisória. Em entrevista ao Paraná TV 1.ª Edição, um representante da prefeitura informou que já existe um processo licitatório para a construção de uma nova ponte de madeira no parque. Além disso, ele adiantou que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) está estudando outra alternativa para local, como uma ponte de concreto ou de metal.