Depois de investir na logística do porto, na segurança, na infra-estrutura e na qualidade dos serviços, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), por iniciativa do superintendente Eduardo Requião, vai concentrar seus esforços no atendimento à saúde dos trabalhadores que atuam diariamente nos portos do Paraná.

Nesta quarta-feira (20) uma reunião ocorrida na sede do Porto em Paranaguá, com a presença de sindicalistas e do secretário de Obras Públicas, Luiz Caron, serviu como marco inicial das discussões da inclusão do Porto de Paranaguá no projeto do Hospital Regional.

O projeto da Appa é fazer com que a nova unidade de saúde – que está sendo erguida no prédio da Santa Casa de Misericórdia, adquirido em leilão no ano passado pelo Governo o Estado – abrigue também um espaço dedicado exclusivamente ao atendimento dos cerca de 11 mil trabalhadores que atuam no Porto de Paranaguá.

?Nossa idéia é que os 7 mil m² do novo hospital agregue um espaço especial com esta finalidade. Junto com uma área exclusiva, queremos a qualidade no atendimento?, comentou Eduardo Requião.

Segundo ele, caso os R$ 10 milhões que o governo do Estado está investindo na construção do Hospital Regional sejam insuficientes, a Appa aportará os recursos necessários para o projeto, fazendo com que a área exclusiva seja disponibilizada.

?Com um projeto ?pé no chão?, estenderemos o atendimento do Hospital Regional à necessidade de quem trabalha no porto, sejam trabalhadores sindicalizados ou não sindicalizados e até mesmo os estrangeiros que chegam ao porto nos navios que atracam no nosso cais?, completou.

Características

A nova unidade de saúde abrigará 140 leitos, 60 a mais que a Santa Casa oferecia. O projeto contempla, ainda, pronto socorro, ambulatório, salas de cirurgia, maternidade, Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e neonatal, além de unidades para internamento.

?As obras de recuperação e de construção de novas instalações permitirão à cidade contar com um hospital de referência internacional, dotado de toda a infra-estrutura necessária para o atendimento da população?, disse Luiz Caron.

Segundo o secretário, em todo o Paraná 13 hospitais estão passando por reformas radicais e recebendo novas instalações. Assim como em Paranaguá, onde o Hospital Regional contará com estruturas especialmente preparadas para as necessidades da população, outros municípios, como Londrina e Paranavaí, terão seus projetos ampliados e modificados em virtude da participação da comunidade. ?É importante que contemos com o apoio e colaboração da população para sabermos quais suas necessidades específicas?, declarou Caron.

Para o assessor especial da Secretaria Estadual de Saúde, Leandro Stalt, a iniciativa atende todas as demandas da população regional e terá maior amplitude com a integração do porto. ?Além dos serviços que estão previstos no Hospital Regional, teremos um maior número de especificidades com a participação do porto neste projeto. Este será um hospital de média complexidade e capaz de atender com tranqüilidade toda a população do Litoral.

Os benefícios do novo hospital e a parceria firmada com o porto também foram destacados pela vice-presidente do Sindicato dos Portuários, Maria do Socorro de Oliveira. Segundo ela, a nova unidade de saúde substituirá um sistema ineficiente. ?Este hospital é um sonho acalentado há muitos anos por Paranaguá e é um passo decisivo para a que a população possa finalmente dizer que vive numa cidade com algum progresso?, destacou.

No encontro, que reuniu representantes de diversos sindicatos da orla portuária, o médico Filippo Carmosino, que atua há 25 anos no Porto de Paranaguá, foi o indicado pelo superintendente Eduardo Requião, como o elo de ligação entre os representantes das Secretarias de Estado da Saúde e de Obras. ?A vasta experiência do doutor Carmosino dará suporte ao que ensejamos para os trabalhadores do porto nesta obra?, disse Eduardo Requião.

De acordo com o médico, a estrutura que está sendo planejada é importante porque oferece maior segurança para todos os que operam no Porto. ?Se tivermos uma boa estrutura de atendimento hospitalar, essa imagem vai se refletir lá fora, facilitando até mesmo a vinda de maior número de navios de cargas e de passageiros?, declarou.