O senador Pedro Simon (PMDB-RS), um dos homens mais respeitados do Congresso e, por extensão, da vida pública brasileira, vem de impactar o cenário político com a sugestão da candidatura presidencial do tucano Aécio Neves, em 2010, sob a égide do PMDB.

Simon foi a Belo Horizonte para falar a empresários sobre o projeto de reforma política e, aproveitando a presença do governador Aécio Neves, formulou a hipótese de sua candidatura à sucessão de Lula, pelo PMDB, todavia sem descartar a viabilização do intento pelo PSDB.

Segundo a ótica do senador gaúcho, Aécio é hoje mais forte que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que além de gaúcho pertence igualmente aos quadros do PMDB. Nem por isso, Simon sentiu-se tolhido em exaltar as qualidades do governador mineiro, proclamando que ele não estaria fazendo nada errado ao regressar ao partido que foi de seu avô Tancredo Neves.

Portanto, mais um lance ousado está sobre o tabuleiro das eleições presidenciais de 2010. Simon acrescentou que a candidatura de Aécio pelo PMDB, com o apoio do presidente Lula, é imbatível, dando a entender que o governador José Serra (SP) faria melhor se tentasse o segundo mandato.

O desassombro de Simon é um sinal da resistência de setores históricos do partido à pretensa candidatura do ministro Nelson Jobim, um dos nomes citados com assiduidade pela imprensa.

Escoladíssimo, Aécio interpretou a lembrança de Simon como uma homenagem. Contudo, o potro encilhado está passando…