O Paraná deverá colher nesta safra 12,230 milhões toneladas de soja, 25% a mais do que ano passado. De acordo com a agrônoma do Departamento de Economia da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Vera Zardo, o plantio ocorreu numa área 3,6% maior e começa a ser feito no próximo mês de outubro, encerrando-se em dezembro.

O Paraná mantém sua posição de não aceitar produtos transgênicos, com destaque para a soja, e tem, segundo o governador Roberto Requião, o apoio do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), presidido pela ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que aprovou esta semana uma moção de apoio à iniciativa e à campanha estadual para tornar o estado área livre de transgênicos.

O Paraná vem pleiteando essa condição desde outubro de 2003, como autoriza a Medida Provisória 131/03, convertida na Lei 10.814/03. Segundo Requião, a ministra Marina Silva defende a determinação do Governo em manter o Paraná como um reduto de produção de soja convencional. Em outubro do ano passado, ela enviou representante à solenidade da promulgação da Lei Estadual nº 14.162, que proibe o plantio e a comercialização de soja transgênica no estado.

A Secretaria da Agricultura está intensificando a fiscalização junto aos produtores para que nesta safra o número de propriedades com soja geneticamente modificada seja inferior aos 489 hectares das 31 áreas combatidas pelo governo na safra passada.

O chefe da Divisão de Fiscalização, Carlos Alberto Salvador, lembrou que em todas essas propriedades a soja foi segregada e a colheita fiscalizada. O produto foi enviado para ser comercializado em outros Estados.

O Porto de Paranaguá, detentor do maior corredor público de exportação de granéis do mundo e o maior da América Latina com infra-estrutura capaz de suprir os carregamentos de grãos, não aceita comercializar soja transgênica.