O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, disse hoje (7) que o aumento do preço do álcool no mercado interno nos últimos dias, provocado pela transferência da produção para o açúcar, mostra que o governo estava correto ao exigir do setor sucroalcooleiro garantias para o relançamento do Programa Brasileiro do Álcool (Proálcool).

?Precisamos vencer este desafio que é a segurança no abastecimento?, disse o ministro. ?Temos de fugir da volatilidade do preço, do impacto que a melhor cotação do açúcar no mercado internacional poderá ter sobre o fornecimento de álcool.?

Segundo ele, a decisão de retomar o programa está nas mãos do setor privado. O ministro teme que os usineiros desloquem a produção do álcool para o açúcar sempre que o preço do produto no mercado internacional esteja bem cotado. ?O mercado internacional de açúcar é de alta volatilidade e você não consegue criar confiança no consumidor se não for capaz de reduzir a volatilidade do preço e garantir o abastecimento do álcool?, avaliou.

O ministro não descarta a possibilidade de o governo adotar o imposto de exportação para o açúcar sempre que houver este movimento, mas disse que prefere um acordo negociado com o setor privado. O governo também tem feito esforços para transferir tecnologia de produção de álcool a outros países para tornar o produto uma commodity a ser negociada no mercado internacional.

Imposto – O governo, afirmou Amaral, não atenderá a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotivos (Abeiva), que solicitou a redução do imposto de importação para carros importados. Representantes da entidade estiveram hoje com o ministro. ?Eu acho que assunto deve ser examinado numa perspectiva de médio prazo. Acho que o setor deve levar esta proposta ao próximo governo?, disse.