Após quatro meses em queda, o preço do álcool voltou a subir no varejo. Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz, o preço do álcool combustível para o consumidor saiu de uma alta de 0,45% no Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) de até 31 de dezembro para uma elevação de 1,02% no indicador anunciado hoje, de até 7 de janeiro. Foi a primeira elevação no preço do produto desde a quarta quadrissemana de agosto do ano passado, quando o combustível teve alta de 0,82%, no âmbito do IPC-S.

O economista considerou que, agora, o preço do produto deve estar começando a sentir os primeiros efeitos da entressafra da cana-de-açúcar, que diminuem a oferta no mercado interno dos derivados da cana, como o álcool.

"Estava demorando a aparecer os efeitos da entressafra da cana, porque houve uma produção muito boa, que estava influenciando os preços dos derivados", disse, lembrando da "supersafra" de cana-de-açúcar cujos efeitos foram sentidos nos preços dos derivados do produto no último trimestre de 2006. "Agora, a tendência (do preço do álcool) é continuar a acelerar, e vai contaminar o preço da gasolina", afirmou. Na avaliação do economista, esse cenário vai ter uma influência considerável na inflação, tendo em vista o peso da gasolina nos preços do varejo.