O governo espera que a partir do mês que vem o preço do álcool se estabilize. Para o secretário de Política Agrícola do ministério da Agricultura, Ivan Wedekin, as oscilações de preço do combustível são normais.

"A partir do próximo mês já começa a colheita da cana e, portanto, a produção nova de álcool. Em abril e maio (os preços) vão voltar à normalidade e o consumidor será novamente favorecido. Na agricultura, um dia tem produção e outro dia não tem, faz parte do ciclo", avalia Wedekin.

Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) indicam que nas últimas quatro semanas o preço do álcool aumentou R$ 0,22 e a gasolina, no mesmo período, teve aumento de R$ 0,08.

"Petróleo se produz todos os dias. Álcool tem safra e entressafra, por isso é absolutamente normal essas oscilações de preço. O importante é que o Brasil tem uma alternativa de combustível que poucos países do mundo têm. Isso é uma vantagem para o nosso consumidor que não fica dependendo do petróleo", acredita o secretário.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Distrito Federal, José Carlos Ulhôa, é importante que o governo esclareça a população na busca por preços menores. Segundo ele, é vantajoso abastecer com álcool se o preço do combustível corresponder a até 70% do preço da gasolina.

"O governo tem de buscar alternativas. Mas é lamentável a carga tributária altíssima que o país coloca dentro dos combustíveis e impossibilita você ter alternativas. O problema da guerra de preço é uma circunstância atípica, pontual", afirma Ulhôa.