Os preços administrados por contrato e monitorados fecharam o mês de abril com alta de 0,58% em Curitiba. O acumulado do ano (janeiro a abril) é de 6,35%, enquanto a variação de 12 meses é de 18,43%. Os itens que puxaram a alta foram o gás de cozinha, com aumento de 0,74%, e a gasolina (2,51%). O custo médio dos serviços públicos para uma família curitibana em abril foi de R$ 403,03. Em março, houve deflação de 1,16%.

De acordo com o economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos no Paraná (Dieese-PR), o índice de abril já era esperado. “A deflação de março foi em função da queda do preço da gasolina e do gás de cozinha. Mas esses dois itens voltaram a aumentar”, comentou. Em abril, a variação dos preços administrados e monitorados (0,58%) ficou abaixo da inflação do país, que foi de 0,97% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e 1,38% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). No ano, a gasolina acumula aumento de 9,65%; o álcool, 13,02% e a tarifa de ônibus, 13,33%.

Para maio, as perspectivas são boas, segundo o supervisor técnico do Dieese-PR, Cid Cordeiro. Segundo a prévia do instituto, a gasolina apresentou queda de 5,7% entre os dias 3 e 10 de maio. O gás de cozinha, queda de 3,29% e a tarifa de ônibus – que passou de R$ 0,70 para R$ 0,65 -, queda de 2,94%. “A tendência é que esses índices alterem um pouco, especialmente o da gasolina”, avisou Cid.

Segundo ele, em maio a inflação deve ficar abaixo de 1%. “A inflação vem caindo desde fevereiro, mas em ritmo muito lento”, apontou Cid, acrescentando que para o mês de maio a expectativa é de que “os sinais de queda do dólar sejam mais claros”. “Os preços industrializados estão demorando para refletir o efeito da variação cambial. Isso está gerando inclusive uma luta entre indústrias e seus fornecedores”, afirmou.

Alta da telefonia

Se o mês de maio deve ser de inflação baixa, o mesmo não deve acontecer em junho e, especialmente, em julho. Isso porque no final de junho, está previsto o reajuste da tarifa de energia elétrica (estimado em 25%) e da telefonia (estimada em 29%). Caso as previsões se confirmem, a alta da energia elétrica trará impacto de 0,7% no IPCA e 1,5% no INPC. Já a telefonia impactará em 0,9% (IPCA) e 0,3% (INPC), resultando, as duas tarifas juntas, em inflação de 1,66% (IPCA) e 1,81% (INPC). “Curitiba deve apresentar uma das inflações mais altas do país em julho”, prevê Cid.