O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou em -0,06% em fevereiro, uma forte desaceleração em relação à taxa de janeiro, de 0,72%, conforme divulgou hoje (7) o Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas. A taxa negativa é a primeira desde setembro do ano passado e reflete as quedas nos preços no atacado, no varejo e na construção civil.

O IGP-DI é usado como referência para os reajustes dos contratos de dívidas dos estados e de parte das contas de telefone fixo. Os preços para o cálculo do índice foram coletados entre os dias 1º e 28 de fevereiro.

De acordo com o comunicado da FGV, os preços no atacado foram os principais responsáveis pela queda da inflação no mês. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% na composição geral do IGP-DI, caiu para 0,12%, depois da alta de 0,81% em janeiro. As maiores quedas foram nos preços do arroz em casca (-11,72%), óleos combustíveis (-3,68%), aves (-5,51%) e bovinos (-1,71%).

Os preços ao consumidor recuaram devido à redução nos custos dos produtos dos grupos Alimentação e Educação, Leitura e Recreação. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que contribui com 30% do IGP-DI, subiu apenas 0,01%, ante a alta de 0,65% de janeiro. Entre os alimentos, as baixas mais significativas foram nos preços de frutas (de 5,58% para 1,84%), hortaliças e legumes (de -0,54% para -3,88%) e arroz e feijão (de 2,87% para 0,14%).

No grupo Educação, a desaceleração foi puxada pelos cursos formais, que tradicionalmente reajustam as mensalidades no começo do ano. Em fevereiro a taxa ficou em 0,25%, contra a alta de 4,79% em janeiro.

Os custos da construção civil, que contribuem com 10% no IGP-DI, tiveram alta de 0,19% em fevereiro, contra a alta de 0,34% em janeiro, influenciados pela desaceleração nos preços dos serviços e materiais do setor.