Reduzir preço e melhorar a qualidade. Essas foram as principais necessidades levantadas pelo secretário municipal de Abastecimento, Antonio Poloni, durante visita, nesta quarta-feira a Armazéns da Família e pontos volantes Mercadão Popular. A visita durou o dia todo e foi acompanhada por diretores da secretaria.

"Quero acompanhar de perto a situação desses programas e ouvir da população e dos funcionários o que precisa ser melhorado ou ampliado", disse o secretário. "Isso será uma prática constante na administração do prefeito Beto Richa", completou.

A visita aconteceu nos Armazéns da Família no Bairro Novo, Fazendinha e CIC, além dos mercadões da Vila Real, no bairro Orleans e no Umbará.

De acordo com Poloni, os problemas levantados nos programas sociais da Secretaria Municipal do Abastecimento foram comuns em todos os locais. Foi observado, por exemplo, que o preço de algumas mercadorias chega a estar acima da média praticada no mercado convencional.

"São excelentes projetos sociais, que ajudam inclusive a regular preços no mercado da região, mas que infelizmente, por mau gerenciamento ou outros problemas, foram prejudicados e são essas distorções que vamos corrigir o mais rápido possível", declarou o secretário.

A aposentada Isaura Lopes, que há mais de 10 anos compra religiosamente produtos básicos como leite e cereais, no Mercadão Popular da Vila Real, disse que nos últimos anos os preços têm afugentado a população.

"Antes tinha fila na porta do ônibus, que acabava saindo até mais tarde daqui, mas depois o preço deixou de valer a pena", disse.

Já na opinião da Agente Comunitária Irene Santos, usuária do Armazém São João Del Rei, no bairro Novo, além dos preços é preciso melhorar a variedade e qualidade dos produtos.

Para que isso aconteça, a Secretaria do Abastecimento já mudou seu sistema de compras e está ampliando o leque de fornecedores de produtos destinados a programas sociais da área.

Cooperativas, cerealistas, indústrias e outros fornecedores – de pequeno, médio ou grande porte – estão sendo chamados a participar das licitações convencionais e pregões eletrônicos – sistema adotado pela secretaria a partir de janeiro.

Numa segunda etapa, a prefeitura vai atuar na ampliação desses programas, que hoje atendem em torno de 40 mil famílias com renda mínima de até três salários mínimos, embora o número de cadastrados seja de 170 mil.

"Queremos resgatar esses usuários e ampliar o número de atendimento para pelo menos 200 mil famílias que vivem em situação de risco alimentar, ou próximo dessa realidade", explicou o diretor de programas Comunitários da secretaria, Humberto Malucelli Neto.