A Secretaria Municipal da Saúde está intensificando as ações de vigilância epidemiológica junto aos serviços médicos, clínicas e hospitais públicos e privados de Curitiba para identificação de qualquer caso suspeito de sarampo. O alerta foi feito por causa dos cinco casos de sarampo confirmados nos Estados de Santa Catarina (3) e São Paulo (2).

"Não há nenhum caso suspeito na capital nem no Estado, mas a vigilância precisa ser reforçada, porque o sarampo é uma doença altamente contagiosa", explica a diretora do Centro de Epidemiologia, médica Karin Luhm. O primeiro caso notificado é de um homem de 36 anos, morador de Florianópolis (SC), que pegou a doença durante viagem à Ásia.

No Brasil não ocorrem casos de sarampo autóctones – contraídos no próprio país – desde o ano 2000. Em 1997, uma epidemia da doença atingiu 57 mil brasileiros. Em Curitiba, o último caso foi em 1998. As campanhas de vacinação em massa vêm mantendo a doença sob controle no país. Na capital, a vacinação de 98 imunizou grande parcela da população.

Mesmo assim, a médica Karin Luhm recomenda que as pessoas até 39 anos, sem comprovação de vacina contra o sarampo, que pretendem viajar para o exterior, devem se vacinar 15 dias do embarque, em qualquer unidade de saúde. Pessoas que mantêm contato freqüente com moradores de outros países, como funcionários de hotéis ou de aeroportos, também devem ser vacinadas.

A vacina do sarampo é a tríplice viral, que também imuniza contra rubéola e coqueluche. "O sarampo é perigoso, porque baixa muito a imunidade do doente, podendo evoluir para uma pneumonia", diz Karin. O sarampo tem um período de incubação de uma a três semanas. A transmissão pode ocorrer mesmo antes de a doença se manifestar. A incidência de morte é de dois a três óbitos por mil casos.