São Paulo, 21 (AE) – Diretor da empresa LightBridge, Ascold Szymanskyj disse que, por ano, o prejuízo com clonagem de celular chega a US$ 350 milhões no País e a mais de US$ 30 bilhões no mundo. A empresa americana é especializada em fraudes no setor de telecomunicações e já trabalhou com todas as operadoras do País. “A clonagem é generalizada, ocorre em qualquer lugar. As perdas são reais, a conta é paga pelas operadoras ou pelos usuários.”

Segundo Szymanskyj, o negócio é gerido por operadoras clandestinas e existe porque há demanda. “Muitos sabem que estão usando serviços irregulares. Quando são muito baratos, é certo que a comunicação está sendo feita por linhas clonadas.” Ele disse que o mercado serve empresas, pessoas físicas e até ao crime organizado.

O advogado especialista em direito eletrônico Renato Opice Blum diz que é muito difícil chegar às quadrilhas. “Elas abrem empresas de fachada, que oferecem serviços de telecomunicações como negócio secundário”, diz. “Quem presta o serviço e quem usa pratica estelionato.” Uma lei para tipificar o crime de clonagem de celular está no Senado e prevê penas de 1 a 5 anos de prisão.