O presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), recebe daqui a pouco os presidentes da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Naban, da Associação dos Proprietários Rurais (APR), Ricardo Castro Cunha, e do Movimento Nacional dos Produtores (MNP), João Bosco Leal.

Durante o encontro, os ruralistas pedirão apoio da Câmara ao agronegócio. Segundo o presidente da UDR, o Congresso Nacional precisa "olhar mais de perto" o agronegócio, que contribui com 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) do país. "O agronegócio não pode ser ameaçado por ninguém. Nem pelo Congresso, nem pelo Executivo, nem por parlamentares, nem pelo MST", afirmou Naban.

As entidades pretendem discutir com Severino questões fundiárias, como o trabalho escravo e os conflitos agrários recentes. "Existem distorções e interpretação de radicalização em algumas coisas, como o conceito de trabalho escravo, faixa de fronteira, respeito ao direito de propriedade, demarcação de reservas indígenas."

Naban citou como exemplo o assassinato da missionária Dorothy Stang em Anapu (PA) no sábado (12). "Alguma coisa está errada e cabe ao Congresso ver o que está acontecendo".

Os representantes irão também defender a rejeição à medida provisória (MP) 232, que aumentou a base de cálculo da carga tributária dos prestadores de serviços.

Segundo o presidente da UDR, as entidades ruralistas foram recebidas pelas última vez na Câmara durante o mandato do falecido deputado Luis Eduardo Magalhães (PFL).