O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, comentou, em Teresina que o presidente Lula cometeu uma ilegalidade ao inaugurar obras públicas para favorecer seus candidatos. “Ele não pode fazer política utilizando-se do seu cargo de presidente”, afirmou. Busato criticou o uso de inauguração de obras públicas para promover os candidatos petistas.

“O presidente deveria ser orientado pelo seu ministro da Casa Civil sobre isso. Deveria separar a condição de mandatário da de ente político”, assinalou o presidente da Ordem. Busato lembrou que o ministro da Casa Civil, José Dirceu, esteve em Curitiba e se negou a responder uma pergunta sobre a administração do governo federal, alegando que estava na capital paranaense na condição de ente político e não como ministro. “Ele disse que não iria responder a pergunta. Nestas condições, o governo deveria separar bem as coisas”, ressaltou.

Busato afirmou que as maiores autoridades do País ainda não se voltaram para o campo ético e político. “Eles (governantes) devem observar os pontos, porque as autoridades estão envolvendo o governo e se envolvendo na política”, assinalou. “O presidente, como elemento ligado a partido político, pode fazer política. Ele não pode fazer política usando do seu cargo de presidente e usando de obras públicas para promover seus candidatos”, enfatizou.

O presidente da OAB considera que o ato do presidente, em tese, foi ilegal. “Mas ninguém pode ser condenado sem o devido processo legal e sem o trânsito em julgado da sentença. Não vamos crucificar o presidente. Mas em tese há uma ilegalidade. A imoralidade é patente”, considerou.