O presidente do Banco Mundial (Bird), Paul Wolfowitz, reafirmou que não vai renunciar ao cargo e passou à ofensiva, qualificando como "claramente falsas" as acusações de que violou as normas éticas ao promover sua namorada. Em depoimento preparado para apresentar ao comitê do Banco Mundial que investiga o caso, Wolfowitz disse que não vai ceder a "uma campanha difamatória".

Em seu depoimento de 17 páginas, Wolfowitz diz que seguiu orientações do Comitê de Ética do Banco Mundial ao determinar a transferência de sua namorada, Shaha Riza, para o Departamento de Estado dos EUA, em 2005, com aumento de salário e vencimentos pagos pelo próprio Bird. Em 2003, quando vice-secretário da Defesa dos EUA, ele já havia arranjado para que Riza fosse contratada pelo Departamento da Defesa para elaborar o projeto para o que deveria ser um governo provisório no Iraque após a derrubada de Saddam Hussein. Na época, o próprio Wolfowitz era um dos arquitetos da guerra contra o Iraque e também um dos formuladores da série de informações falsas que o governo do presidente George W. Bush apresentou ao Congresso, à ONU e ao resto do mundo como justificativas para a guerra.

Bush

O presidente dos EUA, George W. Bush, reafirmou que Wolfowitz "deveria ficar" na presidência do Banco Mundial. "Minha posição é a de que ele deveria ficar. A ele deveria ser dado o direito de se defender. E eu aprecio o fato de que ele avançou, ajudou o Banco Mundial a reconhecer que a erradicação da pobreza é uma prioridade importante para o banco", disse Bush durante entrevista coletiva à imprensa junto com líderes europeus em Washington. As informações são da Dow Jones.